Confiram abaixo um novo capítulo de “Undisclosed Desires”. Caso você  não tenha lido os capítulos anteriores, clique aqui e leia.

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“Como você sabe o quanto é demais? Cedo demais. Informação demais. Divertido demais. Amor demais, ou pedir demais de alguém? Quando tudo é demais pra gente suportar?”

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~XxX~

POV Bella

O tempo passa… Sempre passa. Algumas feridas não se fecham e então, nós gostamos de esquecer. Depois da desastrosa noite na casa dos pais de Edward nós decidimos dar um tempo para nós mesmos e a família. Precisávamos de paz. Ou apenas de tempo para assimilar tudo. Foram muitas noites de conversas e declarações. Não havia mais segredos com a nossa família por insistência minha e de Esme… Inclusive Carlisle mencionou algo sobre o nosso casamento e nós contamos o primeiro motivo. Foi uma surpresa, mas depois que explicamos o quanto estamos perdidamente apaixonados um pelo outro, esse detalhe foi motivo de festa. E de alívio pra mim.

Alice ficou muito triste e abalada, foi muita conversa, noites em claro, brigas, gritos e então, tudo estava acertado. De alguma maneira estranha, eu tinha me unido às minhas cunhadas. Era uma amizade de amor intenso. Coisa que eu só tinha com Victória. Meu círculo de amizades se abriu, cada uma me completava de uma forma diferente. Era gostoso sentir que não era mais… Sozinha. Edward tinha me dado tantas coisas boas que ele talvez nem soubesse. Não tive irmãos e confesso que nunca senti falta, mas vendo-os interagir , percebi que teria sido uma infância maravilhosa.

Foi a primeira vez que eu realmente senti pena por Renée não ter tido outro filho. E senti o desejo de ser mãe se confirmando. Eu nunca tinha sentido de verdade, eu apenas concordava com Edward de acordo com os meus pensamentos. E agora, convivendo mais dentro da casa de Esme, eu sabia que risada e briga nunca faltaria na minha casa.

Eu estava surpresa pela maneira que Esme era acolhedora, apesar de tagarela. Ela falava tanto quanto Alice. Se nós não soubéssemos da real existência da Alice, diria que era filha biológica por serem tão parecidas. A única resposta de tudo era… Amor. Nos meses que se passaram eu me vi mais ligada a família Cullen e em paz com meu marido. Nós precisávamos ficar juntos para conversar com todos eles… E estranhamente isso nos uniu de maneira que ficamos como um só. A mesma carne. Se ele sentia dor, eu sentia. Se ele estava em paz, eu também estava.

Apesar de que esse tipo de relação me parecia opressora e um pouco demais para suportar, mas a cada segundo que se passava, eu não conseguia descobrir como mudar. Edward era controlador e ciumento. Eu era maníaca por perfeição, controladora e ciumenta. Nós dois éramos uma bomba nuclear, mas nos amávamos muito, o que eu poderia fazer? Nada.

Natal foi uma festa linda. Reunimos todas as famílias. A minha, a de Emmett e Jasper. Foi interessante conhecer mais ainda das pessoas que nos rodeavam, mesmo que pouco, no dia-a-dia. O Natal passado, se não me engano, jantei com meus pais e escapuli para o quentinho da minha cama antes que eles inventassem de visitar o Tio Harry. Eu não merecia engolir o azedo da Leah em plena noite de Natal. Foi muito bonito a troca de presentes. Edward me deu um conjunto de lingerie, mais cara de pau safado que ele não existia.

Já a festa de ano novo… Acordei com Alice, Rosalie e Bree em cima de mim. Literalmente em cima de mim, falando, gritando, gesticulando, antes – eu disse bem antes – das onze horas da manhã. Eu queria matar um. As três me arrastaram para um quarto com uma equipe de beleza me esperando, inclusive, minha mãe e minha sogra estavam lá aproveitando uma massagem. Eu nem pude dar um beijo de bom dia em Edward. A última imagem que tive foi dele assustado, bagunçado, com sono e muito triste, parecendo desolado, de cueca me observando ser arrastada do quarto. Mentira, o idiota estava se dobrando de tanto rir da minha cara de emburrada e ainda ajudou a me expulsar do quarto. Eu fiquei com raiva o dia inteiro. Neguei beijos e não o deixei descobrir se estava sem calcinha por debaixo do roupão. Só fiquei de bem quando me sequestrou para tirar uma soneca e descobrir que estava sem calcinha.

Eu sabia que a festa de Edward era a mais badalada de todo estado, mas estar do outro lado tinha me dado uma visão diferente… Era muito trabalho, nenhum sossego, pessoas querendo te abraçar, tirar fotos e puxar teu saco.

Meu vestido era um legítimo Marchesa transpassado em rendas, eu tinha que tomar cuidado para não pisar nele e cair ou rasgá-lo. Edward muito sensível disse que eu parecia estar enrolada em uma toalha de mesa antiga. Eu quase o empurrei da escada, mas não estava a fim de ficar viúva tão jovem. Depois ele resolveu que estava com ciúmes das transparências.

Por um lado, eu tinha gostado muito da festa. Estava bonita, cheia, aquecida e satisfatória a todos. Edward e eu demos entrevistas. Todo ano ele fazia isso sozinho e eu adorei estar ao lado dele. O Masen definitivamente fora do mercado. Duas convidadas me tiraram do sério. Primeiro foi Tanya Denali lançando olhares e sorrisos na nossa direção sempre que possível. Eu queria arrancar aquele aplique maldito dela. E tinha Elizabeth Masen recepcionando os meus convidados, na festa do meu marido, dentro da minha casa. Com ela, infelizmente eu desci do salto ao ouvir meu nome sendo proferido naquela boca de sapo suja.

- Essa festa já foi melhor… Inclusive, essa esposinha de Edward mudou tudo. Até mesmo o meu jardim de inverno. – disse a uns convidados, perto da minha nova ponte do meu jardim de inverno. Limpei minha garganta e cruzei os braços. Elizabeth olhou-me e sorriu.

- Deem-nos licença. – falei àquelas pessoas que não sabia quem eram. – Algum problema com o meu jardim, Elizabeth?

- Seu jardim ou de Edward?

- Meu jardim. Essa é a minha casa. – respondi firme, tentando controlar minha irritação – Eu sou a Sra. Masen.

- Eu sou. – disse mais alto.

- Foi a Sra. Masen. O Edward em questão é o meu marido. – provoquei sorrindo, sabendo pelo seu olhar sua ira crescer.

- Não cresça tanto, Isabella. Enquanto não der um herdeiro a Edward, você não tem nada.

- Quem te garante isso? Eu darei herdeiros ao meu marido porque o amo. Amor, coisa que você desconhece. Eu não estou criando filho dos outros. Eu estou construindo a nossa história. E mesmo assim, nunca estarei desprevenida. Existe uma diferença entre você e eu Elizabeth: Eu sei o meu lugar. Saia da minha casa.

- Não saio. – rebateu sorrindo – Meu enteado não me expulsou.

- Sai da minha casa.

- Não. Essa casa é minha. Se você não tivesse casado com Edward, ela seria minha novamente. É sua culpa! Sua! – gritou empurrando-me pelo ombro.

- Essa casa é minha, ele é meu marido, esse é o meu jardim de inverno. Você perdeu. Sai da minha casa AGORA! – retruquei empurrando-a com força, até que ela caiu no chão, rasgando parte do vestido.

- Bella o que está acontecendo aqui? – Edward perguntou me puxando pela cintura – Que diabos está acontecendo com vocês duas?

- Edward, controle sua mulher. Ela é maluca. – Elizabeth assumiu uma postura delicada – Ela simplesmente me empurrou no chão. Ela é insana com ciúmes.

- Sua piranha maldita! Eu vou matar você! – gritei tentando sair do aperto de Edward – Sai da minha casa! Sua mentirosa, cobra!

- Baby, se acalme. – Edward sussurrou no meu ouvido.

- Manda essa mulher sair daqui, Edward. – pedi olhando nos seus olhos

- Bella…

- Edward, querido. – Elizabeth chamou suavemente e minha mão voou no rosto dela. Ela deu um grito assustada e Edward me puxou pra trás.

- Nunca mais me chame de maluca ou descontrolada, porque você ainda não me viu com raiva. – alertei olhando bem dentro dos seus olhos – Não queira medir forças comigo a não ser que você goste de perder… Se humilhar. Porque eu vou ganhar.

- Você bateu em mim? – sussurrou fingindo estar chocada. – Edward?

Eu olhei bem nos olhos dele. Edward sabia que se ele permitisse aquela mulher ali dentro, quem iria sair seria eu. E do jeito que estava com raiva, voltar seria um grande problema. Edward chamou Tyler e pediu que acompanhasse Elizabeth até a saída. De fato, tinham muitos convidados olhando-nos, mas isso não pareceu abalar a festa em si. Elizabeth saiu consternada, lançando um olhar maligno na nossa direção, o que deixou Edward surpreso. Ele me abraçou apertado, sussurrando palavras doces para acalmar as batidas do meu coração e minha respiração.

- Ela é insana. – sussurrei

- Quero saber com detalhes… Mas depois. Esme está vindo. – disse no meu ouvido – Está tudo bem.

- Bella… Venha beber um pouco de água. Vem, Edward. Vamos sair do tumulto.

Fui puxada para a cozinha, sendo muito bem amparada pela minha família. Eu contei com detalhes e doses de exagero meu embate com Elizabeth. Edward tinha ficado quieto, mas eu não estava preocupada com sua opinião, nesse quesito, eu não ia ceder. Principalmente que ficou claro o quanto ela queria me colocar contra Edward. Rosalie e Alice se colocaram a disposição de picotá-la e Bree disse que esconderia o corpo. Isso que era amizade. Pouco tempo depois eles saíram, me deixando sozinha com meu marido.

- Eu não sei mais o que pensar. – Edward disse me abraçando – Só tem gente louca ao nosso redor. Isso foi uma surpresa… Não gostei da maneira que ela falou de você. Vou conversar com ela, essa é a sua casa, tudo que é meu, é seu. Nós somos um só. – sussurrou beijando minha testa – Fica tranquila.

- Obrigada por acreditar em mim.

- Eu confio em você. E nessa altura do campeonato, e depois de hoje, ela definitivamente mostrou outra face. Ou a única que tem. Elizabeth não levou muito bem o momento que fiz 18 anos e ela teve que deixar a casa… Porque isso era dos meus avós e herança de família cônjuge não tem direito, principalmente que meu pai deixou essa casa pra minha futura esposa. Quem vai entender?

- Realmente. Não sabia desse detalhe. – murmurei respirando fundo – Dez minutos para o novo ano. Vamos voltar para a festa.

Tudo parecia normal, com certeza algumas pessoas viram o barraco do lado de fora, mas foram discretas… Por enquanto. Essa merda estaria no jornal no dia seguinte, mas seria bom para avisar que ninguém brinca com a senhora Masen. A contagem começou com emoção. Nós nos reunimos em família para encerrar o ano. Eu estava muito feliz sendo abraçada por Edward, com meus pais ao meu lado e a família dele do outro.

- Eu te amo, pela última vez no ano. – Edward sussurrou segundos antes de dar meia noite. E me beijou. Foi meu primeiro beijo de ano novo.

- Eu te amo… Pela primeira de muitas vezes no ano.

- Agora… Vamos subir e tirar a porra desse vestido transparente? Baby, você é minha e eu não sou exibicionista.

As semanas seguintes foram tranquilas. Edward e eu viajamos por uma semana, sozinhos, em uma ilha particular no Brasil. Foi delicioso ficar fora de todos os problemas, apenas nós dois, em paz, namorando, brigando e conversando. Tomei vários banhos de sol nua para o desespero de Edward. Ele deu uma crise de ciúme maluca doentia com o garçom, o comandante do Iate e com o piloto do Helicóptero.

Fora isso, tínhamos nos divertido bastante. Passamos mais uma semana em Nova Iorque em uma conferência, onde, como executiva, dei palestras e apresentei o projeto do museu e do condomínio ao redor. E como esposa de Edward, tinha que estar em trajes de gala ou ridiculamente arrumada para posar ao seu lado. O mês de janeiro foi muito apertado. Eu estava particularmente cansada com tanto evento e tantos novos projetos.

Calahan tinha me cercado em um encontro com dois executivos, ele estava no mesmo restaurante que eu, mas não me deixei abalar, principalmente que ele tinha assumido apoio ao atual prefeito e Edward anunciado nosso novo candidato. John Smiths estava ganhando nas pesquisas, principalmente nas cidades onde Edward era dono da maior parte dos lucros. Todos sabiam que um prefeito apoiado pela Masen era emprego certo por mais alguns anos.

Eu sabia que Edward estava ganhando. Ele nunca perdia, primeiro pelo seu sobrenome, segundo pela sua inteligência e terceiro pelo seu dinheiro. Nós descobrimos que Calahan tinha sido um estagiário quando novo e saiu da empresa após ter sido demitido com justa causa. O motivo no arquivo morto que Jenks encontrou foi furo de contrato. Ele tinha passado nossas informações a um concorrente da época. Não tinha muitos detalhes, mas pra mim, isso era motivo o suficiente para uma competição.

A minha festa de ano novo dominou as colunas sociais dos maiores jornais do mundo inteiro, meu vestido foi muito elogiado, para desgosto de Edward. Ainda recebi inúmeras propostas para ser garota propaganda de algumas marcas, isso não era pra mim, mas Bree se beneficiou ganhando tudo e qualquer tipo de vestido de marcas de forma exclusiva. Inclusive, ela viajou. E teve que levar Emmett e Rosalie a tiracolo, mas eu duvido que eles tenham segurado o pequeno furacão e sim aproveitaram pra ficar sozinhos namorando.

Alice tinha engolido a história de ser filha do Masen, mas logo deixou claro que era uma Cullen acima de tudo. A fase do estresse tinha passado e Edward parecia não querer mais investigar nada. Não que ele tivesse me dito isso com todas as letras, mas eu o conhecia muito bem.

Fevereiro passou na mesma velocidade que Março. A nossa casa estava decorada de uma nova forma, tirando qualquer resquício de Elizabeth ao meu redor. Até dentro dos quartos, onde Edward disse que não tinha mexido em nada. Particularmente, achava que estava mais bonito e minha mãe disse que agora parecia que um casal novo morava ali e que faltava os filhos.

Edward e eu estávamos comemorando um ano juntos. Ainda não era de casado, mas de tudo. Era a noite que ele me propôs aquela loucura e me beijou pela primeira vez no dia seguinte. Eu queria algo muito especial. Não fui trabalhar em menção de organizar uma noite especial, eu tinha algumas surpresas na manga. Uma delas era inédita.. Depois de almoçar com Victória e ficar com a barriga doendo de tanto rir dos outros na rua, passei a tarde no centro de estética me preparando. De propósito não respondi nenhuma das mensagens, obrigando Tyler a ser discreto nas mensagens.

Quando Edward chegou em casa, eu soube que ele não fez nada além de correr para o quarto. Mas eu não estava lá. Deixei em cima da cama um bilhete, esperava que antes de sair gritando feito um desesperado ele lesse, mas foi tudo ao contrário. Edward foi abrindo porta por porta da casa, estragando minha brincadeira. Como ele fez isso, tranquei as portas da varanda, deixando a da pequena sala de repouso aberta. Só assim ele teria a reação que eu queria.

- Bella?

- Aqui. – respondi suavemente tentando não rir do seu desespero. Ele apareceu descabelado e preocupado, com uma centelha de ira no olhar. Primeiro ele sorriu e depois reparou ao redor. Foi o momento que minhas bochechas coraram sem saber se ele tinha gostado ou não. – Gostou?

- Uau! Opa… – disse caminhando foto por foto, olhando lentamente, sorrindo… E tocando.

Eu tinha feito um ensaio sensual, nu artístico para dar de presente. Depois tive a ideia de montar uma mini exposição em uma das nossas salas. Escolhi a menor e a mais escondida, que dava para uma varandinha sem graça perto da piscina. Eram ao todo 45 fotos, em posições diferentes, roupas e acessórios. Bree tinha me acompanhado, a desculpa que dei a Edward foi que precisava ajudá-la com um trabalho escolar.

- Nossa… Essa é linda. – disse admirado – Quando você fez isso?

- Semana passada… – respondi baixo

- Fotógrafo ou fotógrafa?

- Fotógrafo. Era uma cara lindo. – respondi revirando os olhos e ele me fitou brevemente, percebendo que estava brincando, arqueou uma sobrancelha e sorriu torto, voltando a seguir as fotos. – Fala alguma coisa. Eu estou nervosa aqui.

- Eu não sei o que dizer… – disse baixo, sem me olhar – São lindas. Eu nunca vi fotos tão bonitas quanto essas… Você deveria ter sido modelo.

- Não exagera. Eu só queria fazer algo bonito, diferente e sensual para você.

- Todo dia você faz isso, baby. Mas sem sombras de dúvidas eu amei minha exposição exclusiva. – sorriu passeando entre as fotos – Não consigo escolher a minha favorita.

- Pode ser todas… São suas.

- E nós estamos comemorando 1 ano juntos, é isso?

- Pensei que você tinha esquecido. – murmurei tentando esconder o sorriso bobo que surgia nos meus lábios. – Não falou nada.

- Você não perguntou nada. – respondeu rindo, parando diante do champanhe no gelo com duas taças nos esperando – Um ano se passou… Como sobrevivi eu não sei.

- Muito engraçado. – debochei cruzando os braços para esconder meus seios ridículo ficar tão excitada e nervosa só com Edward tirando seu terno, abrindo alguns botões da camiseta para ficar a vontade e através dela ver seus músculos completamente desenvolvidos. E a barriga? Minha total perdição. Ele não estava cem por cento definido, ainda tinha aquela pequena quantidade de gordura perfeita para morder. – Me pergunto como eu sobrevivi diante de tantas crises de ciúmes e brigas.

- Nós já chegamos a conclusão de que não sou o único ciumento dessa relação. Talvez o mais descontrolado, mas não o único.

- Com certeza, o mais descontrolado. – sorri concordando e ele estourou a garrafa – Você fechou a porta?

- Eu segui as instruções do bilhete. – respondeu tirando um papel amassado – Bom… Do meu jeito. Você sabe que sou meio ansioso.

- Eu deixei pistas pela casa.

- Querida, depois que encontrei a primeira calcinha de renda eu esqueci da paciência.

- E se eu te contar que… Aquela calcinha era a que estava usando?

- Você está sem calcinha agora? – perguntou parecendo casual, servindo a bebida nas duas taças lentamente. Minha respiração estava curta e acelerada – Tire a sua roupa, Isabella. – ordenou baixo, com a voz rouca, me fazendo tremer por inteiro. – Agora.

Desfiz os botões da minha camisa lentamente, observando suas reações atentas aos meus movimentos. Ele levou a bebida à boca, dando um gole curto, lambendo os lábios em seguida. Sua barba por fazer só de olhar me levava a loucura. E eu queria lamber seus lábios. Mordi os meus para sufocar um gemido e controlar minha expressão. Eu já estava sem soutien. Joguei a camisa no chão e deslizei o zíper da saia devagar, sentindo todos os nós se romperem. A saia caiu aos meus pés descalços e soltei meus cabelos já preparados nos cachos longos. Edward olhou-me de cima abaixo, sorvendo sua bebida, enquanto continuei parada, encarando seu olhar, completamente consciente do meu corpo trêmulo, quente e excitado.

Meu estômago se contorceu esperando que ele reparasse um pequeno detalhe na minha amiguinha. Edward estava engolindo sua bebida quando reparou. Seu pomo de adão parou no meio do caminho e ele forçou continuar engolindo. Ele mordeu os lábios olhando atentamente para o ponto surpresa da noite. Minha nova e única tatuagem – porque eu amo meu marido, mas doeu pra caralho -, o bonito nome dele.

- É de verdade? – sussurrou deixando sua taça na mesa ao lado da garrafa – De verdade mesmo?

- Verdade. Doeu muito, é melhor você gostar.

- Meu nome está tatuado no seu corpo… Como não vou gostar disso? – perguntou com adoração, ajoelhando-se à minha frente e beijando – b.e.i.j.a.n.d.o – minha tatuagem. Tremi e me encolhi por estar sensível, mas o ato era adorável. – Meu nome no seu corpo, marcado como meu. Porra, não sabia que seria possível te amar mais?

- Eu queria marcar um ano juntos com algo… Nosso. Possessão e ciúmes são a nossa marca. O nosso jeito. E eu acho que isso nunca vai mudar.

- Isabella Marie Swan Masen. – Edward disse distribuindo beijos pelo meu corpo, até ficar de pé. Sem salto, eu era uma nanica do seu lado. Ergui meu rosto para olhar o seu sorriso – Obrigado por tudo. Por me amar. Por ser minha. Por tudo que nós construimos em apenas um ano juntos.

- Por nada. E para sempre. – respondi convicta e fui erguida no meio de um abraço apertado – Não vamos para o quarto. Eu quero você aqui. No sofá.

- Nunca tive tanta mulher nua ao meu redor ao mesmo tempo. – Edward brincou enquanto me deitava lentamente.

- Bobo. – sorri puxando-o para um beijo lento apenas por saudade – Tira tudo agora.

- Tira você… Eu sou seu.

Abri os botões da sua camiseta com força, fazendo alguns voarem longe, quicando ao nosso redor. Arranhei seu peitoral indo direto para seu cinto, abrindo rapidamente, livrando-o da calça e da cueca ao mesmo tempo. Ele arrancou as meias e os sapatos, voltando a deitar em cima de mim. Edward começou a distribuir beijos lentos, gostosos e molhados pelos meus seios, olhando diretamente nos meus olhos. Suspirei pelo seu sorriso quando parou diretamente na tatuagem e sorriu. Sorriu daquele jeito menino alegre com brinquedo novo. Seu olhar era arrogante e sexy. Ele tinha ficado feliz.

- Eu estou absurdamente fora de controle por conta disso. – sussurrou aplicando pequenos beijos acima de cada letra pequena. – Você é incrível.

- Eu apenas te amo, Edward. E quero mostrar que confio tanto em você que escrevi seu nome de modo permanente no meu corpo. Escolhi um lugar que só você vê. Um lugar que só você sempre verá. – sussurrei acariciando seus cabelos

- Obrigada por… Me ensinar o que é o amor.

Edward deslizou as mãos pelas minhas coxas lentamente, segurando ambas as pernas pela parte de trás do joelho, fazendo-as dobrar e por consequência me abrir um pouco mais. Eu sabia o que vinha em seguida e fechei os olhos para aproveitar porque isso era bom demais. Deitei sobre meus cotovelos e sorri diante do seu olhar quente e sexy na minha direção, mas depois foi inevitável manter a boca fechada e os olhos abertos. Sua língua serpenteou dos meus lábios até meu clitóris de forma lenta, segurando um ritmo que me levava ao frenesi facilmente.

Edward estava sorrindo arrogante porque ele sabia o quanto me deixava mole, louca, inerte e ofegante. Minha mente ficava nublada de tanto desejo. O orgasmo foi se construindo de maneira tão forte que minhas pernas se fecharam automaticamente e Edward segurou meu quadril se contorcendo e meus gritos ecoaram no quarto. Como eu amava isso.

- Que isso baby… Tão forte assim?

- Eu quero mais de você… – sussurrei ofegante, sentindo meu corpo nas nuvens quando ele mordeu os lábios… Safado. – Vem pra mim, baby.

Eu tinha um libido sexual muito alta… E com Edward, eu só pensava no quanto ele me dava prazer. Edward tinha superado o medo do sexo forte, entendido que eu teria hematomas se desse com o braço em algum lugar. Arranhei seu peito com força, pra deixar marca e ele sorriu, sabendo muito bem o que eu queria. Edward puxou minhas pernas para ficar sobre seus ombros, segurando minha cintura e penetrando sem pena. Fechei os olhos sentindo meus ossos se desfalecerem.

Essa posição era prazerosa, mas não muito confortável. Nós trocamos de posição e eu fiquei de quatro, do jeito que eu sabia que ele gostava. Olhei sobre meus ombros e sorri.

- Gosta do que vê?

- Gosto. E quero outra coisa… – sussurrou massageando meu bumbum – Eu realmente quero isso.

- Prepare-me. – sorri não dizendo que não, mas também ainda não era isso. Edward era guloso e não ia ter tudo de uma vez só. Esse era presente para outro momento. Mas eu gostava do quanto ele me provocava, massageando meu ânus de forma delicada e quente. Era… Quase gostoso.

- Sempre. – sussurrou sorrindo torto, apertando minha cintura com força e penetrando ao mesmo tempo, mas de forma lenta. Apenas sentindo. Minha mente estava novamente navegando em mares sublimes, porque perdi parcialmente a consciência através das suas investidas cada vez mais exigentes. O couro do sofá estava furado sobre minhas unhas, era a única maneira de me segurar, ou iria cair, literalmente desfalecendo.

Edward abraçou minha cintura, tocando meu clitóris quase no mesmo ritmo que suas estocadas, mordendo meu ombro e falando muita putaria no meu ouvido.

- Eu sei o quanto você gosta disso, Isabella. Rebola pra mim… Grite meu nome, baby. – sussurrou e eu grunhi de dor com outra mordida, mas acabei gemendo seu nome – Isso… Assim. Bem gostoso.

- Porra… – sussurrei sentindo meu ventre se contrair e estrelas explodirem através da minha visão. Edward soltou aquele grunhido másculo, rouco, no meu ouvido e eu senti todo seu líquido quente me preencher. – Calma. Devagar. – Edward disse rápido, me segurando, porque eu desabei.

- Sem forças. – murmurei sendo puxada para seu colo, deitei a cabeça no sem ombro e suspirei feliz – Eu te amo.

- Eu te amo. – disse beijando minha testa – E isso foi incrível.

- Ainda estou sem forças. – disse fechando os olhos e ele riu esfregando minhas pernas carinhosamente – Precisamos de um banho. Eu estou melada, suada, pelada e gozada.

- Nossa… Vamos para o quarto. Eu ainda tenho que te dar meu presente. Quero que use no jantar de hoje a noite.

- De daqui a pouco, se você quer dizer. Preciso me arrumar.

- Meu presente nunca será melhor que o seu, mas espero que goste mesmo assim. – disse baixo, beijando meu ombro e minha nuca. Levantei do seu colo e catei nossas roupas.

Edward trouxe o champanhe, e caminhamos para o quarto conversando, como se não estivéssemos nus e pudéssemos ser vistos por qualquer funcionário. Tomei mais algumas taças de champanhe só para preparar minha paciência para subir em um salto bonito e entrar em um vestido justo, posar para fotos, dar entrevistas e comer um jantar insosso. Era um evento beneficente que a Masen estava patrocinando. Segundo Jane, as pessoas gostavam de mim, então, eu tinha que estar lá como a boa, gostosa e sedutora senhora Masen. Palavras de Edward.

Homem era uma tristeza, como eles podiam precisar de só quinze minutos para se arrumarem? Injusto. Até terminar todo meu processo de cremes, perfumes, maquiagem, penteado e escolha de roupas íntimas com jóias, Edward permaneceu deitado como depois do nosso banho, sem roupa, assistindo tevê e conversando comigo. Era injusto. Quando anunciei que meu cabelo estava pronto e só faltava o vestido, ele levantou para colocar a roupa e ainda ficou pronto antes de mim. Já disse que era injusto?

- Amor, pelo amor de Deus, não. – Edward disse sério quando me viu pronta – Essa porra desse decote! Alguém vai ver meus seios?

Engoli a risada e sorri docemente puxando um pouquinho o decote do meu lindo vestido vermelho vivo, com algumas rendas e um poderoso decote. Eu me sentia sexy e gostosa dentro dele. Esfumacei os olhos com sombra marrom, caprichei no rímel e passei um batom vermelho desenhando bem meus lábios. Edward não tinha gostado ou tinha gostado demais a ponto de não querer ninguém mais me vendo. Eu votava na segunda opção.

- Esse decote…

- Lindo, não é?

- Maravilhoso, mas porra, se você se mexer rápido todo mundo vai ver tudo.

- Vai não. Não dá pra ver. – sorri abraçando-o, dando um beijinho rápido nos seus lábios. Edward apertou minha bunda em resposta. – Eu prometo. E você estará do meu lado, vai tomar conta direitinho.

- Bella, por que você faz isso comigo? Por que? Custa comprar a porcaria de um vestido tapado? Ou é aberto em cima ou é curto demais embaixo! – gemeu escondendo o rosto no meu pescoço e eu ri acariciando seus cabelos pela nuca – Porra, a visão daqui de cima é linda.

- Viu? Nada está perdido. Agora vamos… – disse rindo puxando-o por seus cabelos da nuca, fazendo-o me olhar – Chegaremos atrasados.

- Meu presente antes. – sussurrou beijando a pontinha do meu nariz.

Edward me empurrou para o espelho e tirou uma caixa de uma joalheria cara e exclusiva do armário e revelou o diamante lapidado em forma de coração mais lindo da minha vida. Eu ofeguei surpresa e me apaixonei por aquela pedra enorme no meu pescoço. Meu decote ficou mais bonito.

- É tão lindo.

- Agora é oficial, mais uma jóia de família. Que eu comprei e dei para você. – sorriu olhando-me – Agora sim, podemos ir. Você está magnífica.

Nós saímos de casa a tempo do tapete vermelho do evento. Liam e Tyler estavam trabalhando meio eufóricos com tanto paparazzi em cima de nós dois e repórteres gritando nossos nomes, e Jane nos guiando aos já preparados para entrevista. Foram muitas fotos, muita especulação sobre meu colar. Quando entramos no evento, Edward estava emburrado sobre meu decote quase ter mostrado demais durante umas fotos com minhas cunhadas ou porque ele só era ciumento sozinho.

O baile já estava cheio, com a banda tocando, mesmo que o discurso fosse de Edward. A família Cullen já estava na festa, e por isso, dancei com Edward até sentir calor e não aguentar meus pés. Sozinhos não poderíamos fazer isso, mas estando lá em família era diferente. A atenção era totalmente dividida. Edward ainda estava dividido entre amar e odiar meu decote, mas no banheiro quando demos a famosa rapidinha ele disse amar meu decote. Eu sabia que teria um bom uso, mesmo que todo vestido ficasse embolado na minha cintura e estivéssemos em um espaço tão pequeno a ponto de termos paredes como nosso apoio.

Quando saímos do banheiro, verifiquei se as pessoas tinham sentido nossa falta, mas depois que Rosalie sorriu sabendo o que nós dois tínhamos feito, minhas bochechas ficaram no tom do meu vestido. Edward me fazia esquecer os padrões da sociedade.

O jantar foi servido ainda em meio a piadas sobre a minha vida sexual. Emmett e Edward estavam tão impossíveis constrangendo as meninas que a nossa mesa era a mais observada pelas gargalhadas e pela cor vermelho brilhante de Rosalie e Alice. Jasper fazia mais o estilo come quieto. Ele concordava com os meninos, mas não abria a boca ou Alice iria arrancar alguma parte especial, preciosa. Victória, Esme e eu não ficávamos abaladas, apesar de James e Carlisle só contribuírem com as gargalhadas ruidosas, totalmente fora de classe.

O discurso de Edward foi lindo, a única coisa realmente estranha foi Calahan surgir do nada e aplaudir de pé. Senti minha comida voltar pela garganta, mas ao sair para respirar um pouco, eu vi Tio Demetri trocar um olhar significativo com Calahan. Definitivamente eu não estava maluca, muito menos vendo coisa. Foi tão rápido que se eu fosse menos desconfiada da vida, diria que era ameaçador, mas não era. Liam me perguntou se estava tudo bem e se precisava de alguma bebida.

Tudo que eu queria era jogar Edward sobre meus ombros e sair daqui.

- Brincando de se esconder, Sra. Masen? – Demetri Masen chegou casualmente, silencioso feito um rato, sem aviso prévio. Liam ficou tenso, não relaxou nem mesmo quando reconheceu quem era. – Cansada, querida?

- Apenas com um pouco de calor. Ficou quente lá dentro. – respondi sorrindo e aceitando seu abraço paternal – Como vai?

- Muito bem. Exceto meu genro ser um pé no saco e Victória conseguir adquirir mais vocabulários sexuais a cada segundo, a vida vai bem. Aposentadoria tem seus benefícios. Hidroginástica, viagens e por aí vai.

- Isso é bom… Um dia vou chegar lá.

- Espero que não tão cedo… Você é uma peça principal naquela empresa, nada de aposentadoria.

- Obrigada. – sorri sentindo minhas bochechas esquentarem – Dance comigo? Eu realmente lembro da sua performance na minha formatura. – sorri docemente, puxando-o pelo braço. Tio Demetri piscou e me acompanhou até a pista de dança. Eu estava arrepiada e nervosa sobre a presença dele, porque de algum modo, isso me incomodou, mas eu ainda iria arrancar a informação que precisava. – Você sente falta da empresa?

- Oh querida, eu vi aquela empresa crescer. Vi quando meus pais investiram nas ideias do meu irmão maluco e o quanto ele quadriplicou a fortuna investida em pouco tempo. – disse me rodopiando pelo salão – Foi um sucesso. Apesar de Edward ter sido um bobão arrogante, eu sempre estive lá para limpar suas bagunças.

Então, ele sabia.

- Ele devia ser um homem adorável. – sussurrei docemente

- Não tão adorável. Ele era irritante. Eu tinha que consertar seus erros, viver a sua sombra para limpar suas bagunças e tapar seus buracos porque era o filho caçula e inteligente. – disse soando engraçado, mas tinha uma ponta de amargura bem sutil.

- Deve ter sido chato ser sempre o segundo. – murmurei alfinetando sua ferida. Deu certo. Demetri ajeitou a postura e sorriu, mas seu olhar endureceu.

- Jamais fui o segundo. Eu faria qualquer coisa pelo meu irmãozinho. – disse baixo rodopiando-me pela última vez antes da música acabar – Obrigada por essa dança.

- Permita-me roubar minha esposa, Tio? – Edward surgiu ao meu lado, abraçando minha cintura de forma possessiva.

- Sem problemas. Foi um prazer, Isabella.

- Obrigada, Tio Demetri. – agradeci sorrindo abertamente e o assisti caminhar casualmente para seu segurança, pegando sua bengala de ouro branco e vestindo seu casaco, saindo pela noite de primavera estranhamente fria. – Ciúmes do seu tio, amor?

- Ciúmes de qualquer homem perto de você. – sussurrou beijando a pontinha do meu nariz – Vocês pareciam estar tendo um bom momento. Não há homem, de qualquer idade, que não se derreta por você, até mesmo a múmia do meu tio.

- Seu tio sabe o momento certo de ser adorável, inclusive, a idade tem permitido que algumas emoções fiquem a flor da pele. – disse tentando fazê-lo entender meu recado.

- Em casa nós podemos conversar mais sobre suas teorias. Estou muito inclinado a ouvir. – sorriu torto, mostrando que tinha entendido.

- Mais uma entrevista e vocês estão liberados. – Jane disse. O que a mulher tinha de pequena, tinha de eficiente – Sr. Masen, estou deixando claro quatro tentativas de Calahan citar seu nome em entrevistas. Nós já confiscamos o material para análise. Enviarei com o Sr. esta noite.

- Obrigada, Jane. Vamos à última tortura e mande preparar o carro. Isabella e eu estamos partindo.

- Você fez um excelente trabalho. Se eu fosse de abraçar pessoas, te abraçaria. – disse sorrindo e ela soltou uma risada engraçada, saindo de perto balançando a cabeça.

Em menos de quarenta minutos, estávamos no carro, a caminho de casa. Edward e eu quase não ficávamos mais na cobertura na cidade. Era algo que ele usou com outras mulheres, então, não era meu lugar favorito, mesmo depois de ter trocado tudo, até os lençóis. Quando a semana era muito apertada que íamos pra lá. Apertada ao ponto de não poder gastar quarenta minutos de carro todos os dias para voltar a mansão. Eu amava a minha casa, dormir na minha cama e ficar com meus bichos… Com o tempo fomos adquirindo mais alguns animais para nossa diversão. Além de Mel e Jim, tínhamos Dom, nosso labrador brincalhão e Bábs, um papagaio muito engraçado. Ele só repetia as coisas que Edward falava, ou seja, toda vez que eu passava perto, ele gritava meu nome a plenos pulmões. Ele gravou justamente uma briga que Edward e eu tivemos e agora, o papagaio gritava comigo como se estivesse brigando. No viveiro tínhamos outros pássaros tropicais que eram poucos, mas foram procriando.

Em pouco tempo, criamos um lar saudável que realmente só faltava crianças correndo pelo jardim.

- O que você está pensando? – Edward perguntou casualmente quando chegamos em casa, indo direto para a área onde Dom e Mel latiam desesperadamente por ele. E Jim miava… Por ele também. Eu era a abandonada dessa casa. – Devagar, Dom.

Revirei meus olhos e subi, deixando-os lá embaixo, mas não demorou para ouvir as patinhas insistentes no assoalho. Claro que eles não estavam me seguindo e sim, seguindo a Edward que veio tirar sua roupa com plateia.

- Vamos assistir a um filme? – perguntou-me sorrindo, me ajudando com o vestido.

- Tudo bem… Quero assistir um romance melado pra poder comer sorvete. Eu mereço, não mereço?

- Merece. Que filme vai ser?

- Dora comprou uns novos romances, vamos apenas escolher. Vou assaltar a cozinha enquanto você desaparece com essas bolas de pelo de perto dos meus sapatos caros. – disse sorrindo com Dom babando no sapato de Edward. – Vai lá, peludo.

Edward e eu deitamos na poltrona reclinável, com Jim embolado aos meus pés, com Melody ressonando tranquilamente ao lado de Edward e Dom no chão, ao meu lado, com seu osso de brinquedo na boca, espalhando baba ao redor. Era pra ser nojento, mas eu achava adorável.

Edward me deixou um beijo com gostinho de sorvete e o filme começou. Apesar dos pesares, nós sempre seríamos um casal… Mesmo que nunca fossemos normais. Ciumentos, obsessivos, controladores, maníacos sexuais,

- Edward… Eu quero engravidar assim que resolvermos toda situação com seu pai, então, se você tem esperanças de me ver grávida, melhor deixar a negação de lado e voltar a agir.

Edward ficou em silêncio, me fitando intensamente e puxou o telefone.

- Jenks, quero as novas informações na minha mesa amanhã. – disse sério e bem rápido.

Nós sempre iríamos nos entender.

“Fazemos o que é preciso para recuperar a confiança perdida.
Mas há certas feridas, certas traições, que são tão profundas… Que não há como recuperar o que foi perdido.
E quando isso acontece… Não há nada a ser feito, a não ser esperar.”

Aos leitores: Team,  pedimos que vocês deixem seus comentários aqui no site e também, quem tiver twitter, pode deixar sua opinião junto com a tag #Undisclosed Desires =) Esperamos que todos vocês gostem da fanfic! Com amor, Equipe Team Twilight Brasil e @Marizoch (escritora).